segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Volkswagen lança novo Fusca


De Fusca sobraram o desenho básico e o nome... Apesar de ter ressuscitado o termo, a nova geração do Beetle, recém-lançada no Brasil, se mostra bem superior à anterior e um outro carro em relação ao modelo original, que conquistou o coração de milhões de brasileiros décadas atrás.

Usar o termo Fusca -e até um garoto-propaganda dos tempos de glória do "carrinho", o craque Rivellino-, é uma boa jogada de marketing da Volkswagen porque tanto esse nome quanto o visual ainda inspirado no hatch popular provocam empatia.

O ar de "carro amigão" permanece nos contornos arredondados e no desenho dos faróis, que agora têm acabamento opcional com luz diurna em LED. Mas essa conversa acaba aí: de "meigo", o novo Fusca não tem mais nada.

O modelo à venda no Brasil, importado do México, é um carro esportivo, com motor 2.0 turbo TSI de 200 cavalos a gasolina (também oferecido no Jetta) e transmissão manual ou câmbio automatizado de dupla embreagem, que abre passagem na estrada.

Desta forma não há por que comparar o novo Fusca com o icônico carro da VW. Vale mais mostrar como ele evoluiu em relação ao New Beetle.

Para essa "missão", o G1 contou com a ajuda de quem convive com a geração anterior. Iraihana Leonardi, empresária de 28 anos, de São Paulo, tem um Beetle 2.0, automático, ano 2010. Antes dele, ela circulava em um BMW Série 1, mas o espaço menor na garagem do prédio levou-a ao hatch, ainda que com certa desconfiança, pois ela diz gostar de carros maiores e não se vê dentro de um Mini nem de um Fiat 500.

Ufa, painel mudou

No Brasil, o Fusca por enquanto é vendido em uma única configuração, a Sport. O interior do carro pareceu impressionar mais Ira, como é conhecida, do que o exterior, que ela descreveu como mais masculino -ponto para a Volkswagen, que agora quer atrair mais os homens.

A expressão da empresária ao abrir a porta do hatch na versão mais top foi de surpresa agradável. O primeiro comentário foi sobre o painel, que, no antigo Beetle, é profundo, deixando o para-brisa distante do motorista.

"Está muito melhor. Dá mais noção de onde a frente acaba. E, no meu carro, é impossível eu usar o GPS [comprado avulso] direito... não tem como grudar no vidro porque fica muito longe do alcance das mãos. Geralmente, meu marido tem que ficar segurando o aparelho", reclama.

Com acabamento em preto, o novo painel tem apelo esportivo. Muito já foi dito sobre a eliminação do estranho "vaso" de flor que o Beetle trazia e que confirmava seu rótulo de carro de menininha. "Flor não dá, né? O meu eu uso como porta-rímel. É a única coisa que cabe ali", conta Ira.

Entraram em cena, na parte superior central, medidores de pressão do turbo, de temperatura do óleo e um cronômetro. O volante também é esportivo. E o modelo agora conta com central multimídia em tela sensível ao toque. O GPS integrado é opcional. Na versão completa, o som é Fender -sim, a marca da guitarra e de amplificadores.

Ao volante

O rock n' roll do novo Fusca começa quando se liga o motor (sem chave, outro opcional). O ronco do motor foi feito para lembrar o do carro que lhe deu nome. A resposta do acelerador, assim como no Beetle anterior, é rápida. Na cidade, o motorzão ignora as subidas mais íngremes. Porém, como carro está mais baixo que a geração anterior, ainda é preciso cuidado para não bater a frente ao passar por uma depressão. O pedal do freio ficou mais sensível, o que pode não agradar a todo mundo no anda e para do trânsito.

Mas é na estrada que o modelo mostra sua vocação. O G1 experimentou o hatch na Rodovia dos Bandeirantes, na Ayrton Senna e na Carvalho Pinto, no interior de SP. E constatou que ser ultrapassado por um Fusca podia ser motivo de piada antes... agora, será comum.

Estabilidade

Ira comenta que viaja bastante com o antigo Beetle, principalmente entre São Paulo e o Rio de Janeiro. Como outros consumidores, ela se queixa da estabilidade do antecessor do Fusca. "Ele sempre dá uma escapada, na traseira. Tem que ir corrigindo."

No carro atual até se sente a traseira puxando bem de leve nas curvas em velocidades mais altas, mas isso não causa sensação de insegurança ou exige esforço do motorista. O Fusca conta com freios ABS e controle de tração (ASR), além do aerofólio traseiro, item que a própria VW reconhece que faltava. A direção, leve, responde bem rápido (e passa a ter ajuste de profundidade, outro item que fazia falta, segundo Ira). A inclinação nas curvas, outra reclamação em relação ao Beetle antigo, também foi resolvida.

O ajuste mais firme da suspensão, no entanto, não significa desconforto para os passageiros. Por outro lado, há ruído a bordo, mas nada que impeça uma conversa.

A opção S da transmissão de dupla embreagem, que equipava a versão avaliada, deixa a condução mais divertida, melhorando ainda mais as respostas da direção. Essa versão conta com borboletas (paddle shifters) para trocas de marcha ao volante, que também possui controles para rádio, telefone e computador de bordo.

Banco de trás

Os bancos dianteiros "vestem" bem. Menos conforto têm os passageiros de trás, fato consumado nos compactos. No Fusca, não se trata de um banco só para fazer figuração; é possível levar quatro pessoas, sobretudo com as novas medidas - o carro ficou mais largo (8,4 cm) e mais comprido (15,2 cm). Mas, se o trecho for longo, o cansaço é inevitável.

A dona do Beetle repara que a posição do assento traseiro, inclinada, continua a mesma, mas parece haver mais conforto no formato do banco. "No meu carro já tive que levar minha cunhada, grávida, do Rio a São Paulo, e ela teve que se revezar com meu marido no banco da frente, de tão ruim que era viajar atrás. Mesmo para criança não é legal", relata.

Alguma ginástica é requerida para entrar e sair do banco de trás, considerando que o carro só tem duas portas, mas o sistema que inclina e permite empurrar facilmente o assento da frente melhorou, opina Ira. Mesmo para o motorista, o teto mais baixo que o anterior requer algum esforço na entrada. A linha de cintura do hatch também subiu, estreitando um pouco mais as janelas. Para Ira, a visão traseira do antigo Beetle é melhor.

O porta-malas evoluiu: a capacidade aumentou de 209 litros para 310 l. E uma das "graças" do novo Fusca é que a tampa pode ser aberta apertando o logo da VW.

Já o teto solar (outro opcional) piorou, segundo a empresária. No antigo Beetle, a oferta de posições de abertura é maior e ele abre completamente. "No novo, o teto abre muito pouco", compara.

Saudosismo
Se a "pegada" do antigo Beetle era parecer um Fusca moderninho, é bom reforçar que o desenho atual mudou bastante, mesmo tendo sido mantidas as linhas básicas dos 3 arcos. O capô dianteiro e o porta-malas têm traços mais quadrados. As lanternas encostam na tampa do porta-malas e são mais angulares, assim como os faróis de neblina.

A coluna "A", onde está o para-brisa, ficou mais ereta, o que, segundo a marca, lembra mais o antigo Fusca. Mas a novidade que mais se destaca é o aerofólio traseiro. Em geral, o carro ficou mais robusto: pode desagradar a alguns e, em contrapartida, conquistar outros consumidores avessos à "meiguice" da geração anterior.
Obviamente, a montadora não pretende desvinculá-lo do "Fusquinha" original, apesar de se tratar de produtos muito diferentes. Por isso incluiu (ou manteve) detalhes nostálgicos. O estreito "porta-luvas" na parte superior do painel, que abre com uma alavanca, é um exemplo (muita gente, à primeira vista, pensa que só existe esse espaço para objetos). Ele coexiste com o porta-luvas de verdade, na parte inferior do painel.

A alça para o passageiro do banco de trás se segurar continua lá. Assim como o estribo lateral, que não serve mais para se pisar, mas voltou a ter uma faixa cromada.

Para enfatizar a aura moderna e jovem, a VW inventou uma iluminação "personalizada" das portas (só dá para ver direito à noite), em que se pode escolher entre azul, vermelho ou branco. Lembra um neon dos anos 80. É um detalhe dispensável, enquanto há outros que poderiam ter sido melhorados, como o porta-objetos, na porta, que é um elástico (no Beetle, era uma redinha). O acabamento, em geral, é simples para a faixa de preço.

Conclusão

O Fusca mudou muito em relação ao antigo Beetle, mas é só sair com ele nas ruas para constatar que o carisma permanece. É um trunfo em relação aos rivais, mas, justamente por ter uma "cara" tão singular, é um carro tipo "ame-o ou deixe-o", independente de quanto ele acelere.

Os preços, a partir de R$ 76,6 mil, com câmbio manual, e de R$ 80,9 mil, com o automatizado, podendo chegar a pouco mais de R$ 100 mil com os opcionais da versão testada, são bem salgados quando se pensa em Fusca, mas agora o público é outro: a Volkswagem mira quem "namora" um Citroën DS3, um Audi A1, um Mini... Em resumo, é um carro de imagem.

Pelo conjunto, o novo Fusca é uma proposta tentadora. Ira é fã de carrões (pretende um dia comprar um Chevrolet Camaro). Mas, ao ser perguntada se ter um carro chamado Fusca hoje em dia soaria mal, responde rápido: "Claro que não".

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Game de corrida do Sonic inova com veículos transformáveis


Como todo bom exemplo, a franquia "Mario Kart" inspira a concorrência desde o seu início, em 1992. Uma aposta da Nintendo em um terreno até então desconhecido, o game foi sucesso absoluto e "fundou" o gênero de corridas de kart, onde o jogador deve usar itens espalhados pelas pistas para melhorar o seu desempenho e/ou atrapalhar o dos seus adversários.

A Sega, principal antagonista de Mario e companhia na década de 1990, tardou alguns anos, mas em 2010 lançou "Sonic & Sega All-Stars Racing", sua primeira tentativa de verdade de colocar os mascotes da empresa frente a frente em disputas motorizadas. A iniciativa agradou e rendeu uma sequência neste fim de 2012: "Sonic & All-Stars Racing Transformed", game que renova o "bem bolado" de "Mario Kart" com uma pitada ainda mais temperada de reviravoltas.

Metamorfose

Em "Transformed", as disputas não se limitam a karts ou barcos ou aviões – esses dois últimos vistos exemplarmente em "Diddy Kong Racing", clássico do Nintendo 64. O grande lance aqui é misturar as três formas de veículos em uma mesma corrida. Ou seja: se uma pista de terra acabar no mar, por exemplo, o conversível azul de Sonic irá se transformar em um hovercraft, só para dali a alguns metros, diante de um abismo, mudar novamente, desta vez para um caça aéreo.

Pré-determinadas, essas alternações não são meramente estéticas. A direção de uma embarcação está sujeita à física da água, ao balanço das ondas. Com as aeronaves não é diferente, visto que é possível se movimentar tanto horizontalmente quanto verticalmente.

Por conta dessa variação, as disputas de “Transformed” são muito emocionantes e divertidas. É necessário se adaptar com rapidez às novas situações das pistas, uma vez que o desfecho de uma prova inteira pode (e muito provavelmente irá) ser decidido por um erro ou acerto durante essas transformações, dando àquela corrida que caminhava para uma vitória tranquila no kart grandes chances de se tornar um retumbante décimo lugar.

Além disso, é muito satisfatório poder dirigir outra coisa além de um carro. As trocas quebram a monotonia e mantém presa a atenção. Como todos os tipos de veículos respondem com precisão aos comandos do jogador, não há porque temê-los – basta saber controlar as vantagens e desvantagens de cada um.

Recursos

Os jogadores de outras gerações poderão relacionar esse fator de imprevisibilidade de "Transformed" com a infame casca azul de "Mario Kart: Double Dash!!", para GameCube, item que acabava com uma vitória em segundos e colocava o último colocado do certame quase que instantaneamente no pódio.

O novo jogo de corrida do Sonic é mais balanceado em suas armas de ataque e defesa, e mesmo o item máximo – a estrela "All-Star", que se comporta de maneira similar à casca azul de "Double Dash!!" – não acaba com a chance dos trapaceados de recuperar o prejuízo.

O impacto do movimento especial "All-Star" no jogo é determinado pelos atributos de cada personagem. Também são considerados aceleração, velocidade máxima, dirigibilidade e impulso para estabelecer o desempenho de Sonic, Tails e o resto da galera da Sega dentro das pistas. Uns demoram a ganhar velocidade, porém, são mais rápidos. Outros pecam na rapidez, mas conseguem fazer curvas com maior facilidade.

Conforme os corredores acumulam experiência e sobem de nível, são desbloqueados acessórios que modificam essas características. Equipáveis, os “mods” alteram os atributos de cada veículo e melhoram uma propriedade em detrimento de outra – o que é bacana para personalizar seu personagem favorito para uma prova que teoricamente ele não se daria tão bem.

Outro recurso importante herdado de "Mario Kart", mesmo que de maneira menos sofisticada, é o "drift". Ao deslizar por uma curva segurando o botão de freio por um determinado tempo, o jogador ganha um impulso adicional. Essa função vale para todos os veículos.

Com o aumento das adversidades no game, o domínio dessa técnica se torna primordial para conseguir aquela pernada a mais e superar os oponentes. A dificuldade de "Transformed", aliás, destoa dos demais títulos do gênero. Nos níveis mais altos, o jogo é muito difícil, e exige pleno conhecimento dos atalhos de cada pista e dos momentos certos para usar um ou outro item. Os adversários são ferozes e implacáveis, e basta um vacilo para perder várias posições no grid.

Modos de jogo

Além dos tradicionais Grand Prix e Time Trial, campeonatos por pontos e disputas de tempo contra o computador, respectivamente, "Transformed" conta com um inédito modo "World Tour". O objetivo é completar as pistas e desafios para coletar estrelas usadas para desbloquear novas corridas e personagens secretos, que por sinal são muitos. “Transformed” engloba toda a cultura Sega e faz referências a várias franquias de sucesso da empresa, como “Golden Axe”, “Jet Set Radio” e até “Alex Kidd”.

As partidas on-line em um videogame de mesa são uma realidade desde o início desta geração de consoles, mas um game de corrida de kart pede por disputas mais... físicas. Felizmente, o modo de tela dividida não foi esquecido em “Transformed”, e é possível jogar quase todos os tipos de corrida com até mais três pessoas em um mesmo televisor.

Conclusão

Se a imprevisibilidade das disputas é um dos principais motivos que tornam os jogos de corrida de kart tão divertidos, então "Transformed" entrega o que promete e renova o gênero consagrado por “Mario Kart” com uma transformação capaz de fazer toda a diferença em uma prova. Não foram poucos os momentos em que o G1 presenciou uma troca de veículos desencadear uma série de eventos que mudou totalmente o curso de uma prova, seja para o bem ou para o mal.

Pode se dizer que o jogo não tem a complexidade ou o rigor de "Mario Kart", mas “Transformed” prova que isso não é necessário para criar um jogo divertido. O que vale aqui é a natureza do inesperado, a tensão nas corridas que pune com uma mão, mas recompensa com a outra.

No fim das contas, “Transformed” reúne em um pacote dezenas de pistas e personagens clássicos da Sega, vários modos de jogo e a opção de disputar corridas em tela dividida. Se para você isso tudo é (mais do que) suficiente, então “Sonic & All-Stars Racing Transformed” é compra certa.

"Sonic & All-Stars Racing Transformed"

Plataformas: Xbox 360 (versão testada), PlayStation 3, Wii U e PlayStation Vita
Produção: Sega
Desenvolvimento: Sumo Digital
Jogadores: 1 a 4 (off-line), até 10 (online)
Classificação indicativa: Livre

Prós: Corridas emocionantes; outros veículos além de karts; personagens de várias séries da Sega.

Contras: Dificuldade alta pode assustar os mais novos.


sábado, 15 de dezembro de 2012

'Applemaníacos' fazem fila para ter primeiro iPhone 5 do Brasil

Fila na Fast Shop para a compra do novo iPhone
Lojas de diversas operadoras e varejistas abriram suas portas à meia-noite desta sexta-feira (14) para começar a vender o iPhone 5 no Brasil. Nos shoppings de São Paulo, alguns autointitulados "applemaníacos" fizeram filas na vontade de ter o primeiro iPhone 5 do país.

O novo smartphone da Apple chega às lojas brasileiras na sexta-feira, por preços a partir de R$ 2.400 (versão de 16 GB, em plano pré-pago da TIM).

Wlamir Marques Sobrinho com seu novo IPhone
O analista de sistemas Wlamir Marques Sobrinho, de 38 anos, driblou o trânsito de São Paulo e foi o primeiro a comprar o aparelho na Oi, na loja da operadora no Shopping Iguatemi. "Tenho o MacBook, o iPhone, o iPod, o iPad... Sou um 'Applemaníaco'", disse.

Sobrinho era dono de um iPhone 4 e chegou ao shopping por volta das 22h45 para comprar seu novo smartphone. "Não mudei pro 4S porque não vi grandes diferenças", afirma.

Como já conhece o aparelho, o analista se diz ansioso por conhecer algumas das novidades de sua quinta versão, como a câmera mais potente. Mas um dos principais motivos da compra é uma maior capacidade de armazenamento. O analista comprou um iPhone de 64 GB, na esperança de fazer caber sua discografia de quase 45 GB. "Eu uso o iPhone como um iPod e baixo muitos podcasts", disse.

Sobrinho não parece preocupado com os problemas relatados pelos usuários dos mapas do iOS 6, sistema embutido no novo iPhone --usuários de modelos antigos também podem atualizar seus smartphones para o novo sistema. "Hoje, você já tem bons substitutos com mapas no Brasil, como o MapLink e o Nokia Here. Isso definitivamente não é um problema."

Assim como Sobrinho, a secretária Ivone Andre, de 51 anos, se define como "Applemaníaca". "Amo o iPhone, o MacBook, o iPad", conta. Ivone é a primeira compradora do iPhone 5 da Vivo, na loja do Shopping Morumbi da operadora.

Apesar disso, o smartphone comprado por Ivone irá para seu filho. "Chegamos por volta das 21h e o produto será um presente para meu filho", disse.

O autônomo Mário Barbosa, de 54 anos, também ficou na fila para poder dar o novo smartphone ao filho, Guilherme, de 15 anos. A família ficou na fila por cerca de 45 minutos e Mário conta que precisou comprar o aparelho na madrugada, porque viaja na manhã desta sexta.

Na família Barbosa, quem realmente estava empolgado era Guilherme, que recebeu o iPhone como presente. "Eu tive um iPhone 3G e troquei por um BlackBerry. Agora estou ansioso para usar o iMessage [sistema de mensagens enviadas pela rede de dados da Apple] e a Siri [assistente pessoal comandado por voz da companhia]", afirmou o garoto.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Tigre abandona jogo e São Paulo é campeão da Sul-Americana


A final da Copa Sul-Americana entre São Paulo e Tigre entra para a história como um jogo que não teve fim, mas com um campeão: o Tricolor. Acusando a Polícia Militar de tê-los ameaçados com armas de fogo no vestiário, os jogadores do time argentino se recusaram a voltar para o segundo tempo, e o árbitro chileno Enrique Osses se viu obrigado a encerrar a partida. O placar marcava 2 a 0 para o Tricolor.

Depois de mais de 30 minutos esperando pela volta do Tigre, a arbitragem decretou o jogo como encerrado, dando o título ao São Paulo. Enquanto os jogadores brasileiros comemoravam, dirigentes argentinos invadiram o gramado para protestar contra a arbitragem. Ainda no campo, o delegado da Conmebol disse que, com o fim do jogo, o São Paulo foi declarado vencedor e, consequentemente, campeão. Logo depois, o presidente da entidade, Nicolas Leoz, entregou as medalhas e o troféu aos jogadores são-paulinos. Campeão da Sul-Americana, o Tricolor enfrentará o Corinthians na Recopa, no ano que vem, numa inédita decisão de torneio internacional entre os dois rivais paulistas.

A confusão começou no campo, logo após o fim do primeiro tempo, quando o atacante Lucas passou pelo lateral-esquerdo Orban oferecendo a ele, de forma irônica, o chumaço de algodão que estancava o sangramento em sua narina direita. Lucas havia sido atingido pelo argentino pouco antes.

Não demorou para que jogadores do Tigre cercassem o camisa 7 do São Paulo. A confusão foi generalizada. Revoltados com a provocação – e, claro, com a derrota na bola -, os argentinos partiram para cima dos são-paulinos e por pouco não invadiram o vestiário do time da casa. Policiais precisaram intervir e, segundo jornalistas argentinos, houve confronto da PM com os jogadores. O técnico Nestor Gorosito, em entrevista à ESPN Argentina, acusou os policiais de terem ameaçado seus jogadores com armas de fogo. Ele chamou os jogadores do São Paulo de "cagões" e afirmou que "só se garantem com os policiais". Ao canal Fox Sports, o volante Galmarini afirmou:

- Não queria que terminasse da maneira que terminou. Estou triste por acabar assim, sendo ameaçado com um cassetete e um revólver.

Lucas, em entrevista à TV Globo, disse não ter provocado ninguém. Ele lamentou, na verdade, que os argentinos estivessem abusando da violência em campo.

- Se a equipe deles quer bater, temos de responder na bola - disse Lucas, ainda sem saber da suspensão do jogo.

A primeira partida da decisão entre São Paulo e Tigre, na Bombonera, na quarta-feira passada, já havia tido confusão. O atacante Luis Fabiano, do Tricolor, e o zagueiro Donatti, do Tigre, foram expulsos após se agredirem em campo.

Na terça-feira, mais polêmica: o Tricolor impediu o Tigre de treinar no Morumbi, sob alegação de que o gramado, castigado após a realização de um show da cantora Madonna, precisava ser preservado. Os argentinos tiveram de treinar no Canindé.

Momentos antes do jogo no Morumbi, mais confusão. Os jogadores do Tigre tentaram fazer o aquecimento no gramado, mas foram novamente impedidos, desta vez com truculência, por seguranças do São Paulo.

Como foram os 45 minutos de jogo

Em campo, o São Paulo se mostrou superior ao Tigre durante toda a primeira etapa. O time tomava a iniciativa, mas encontrava uma forte marcação pela frente. As pontas, principais válvulas de escape no esquema de Ney Franco, foram muito bem bloqueadas por Nestor Gorosito, técnico do Tigre. Lucas e Osvaldo tinham vigilância severa.

Com isso, a chave do jogo estava no meio. E Jadson, no primeiro lance em que teve espaço para jogar, criou a jogada do gol. Aos 22, quando o São Paulo tinha 65% de posse de bola, contra 35% do rival, ele achou Willian José na entrada da área. O atacante recuou para o camisa 10, que foi travado no chute. Na sobra, Lucas fintou o marcador e bateu cruzado, de pé esquerdo, no canto esquerdo de Albil: 1 a 0, festa no Morumbi e choro do camisa 7, que foi abraçado pelos companheiros, em sua despedida do clube - ele se apresenta ao Paris Saint-Germain, da França, em janeiro.

O Tigre mal se recuperou do primeiro golpe e levou o segundo. Aos 28, Lucas deu ótima assistência para Osvaldo, que, em posição duvidosa, invadiu a área pelo lado direito e bateu por cima de Albil, com muita categoria: 2 a 0. Imediatamente, começou a ecoar o grito no Morumbi.

- Ô o campeão voltou, o campeão voltou, o campeão voltoouuuu....

Com o título praticamente perdido, os argentinos perderam a compostura. Aos 39, Orban acertou uma cotovelada em Lucas, que caiu com o nariz sangrando. Enrique Osses nem falta marcou e ainda advertiu o são-paulino, que precisou ser atendido fora de campo. Quando voltou, foi acertado novamente, desta vez por Godoy, que levou cartão amarelo.

Todos no estádio pareciam pressentir que, a qualquer momento, a confusão tomaria conta da partida. E foi o que aconteceu. Assim que Osses apitou o fim do primeiro tempo, e Lucas provocou Orban, argentinos e são-paulinos partiram para a briga, com participação de seguranças do Tricolor e policiais militares. O Tigre não voltou do vestiário, o jogo acabou mais cedo do que deveria, mas o final foi feliz para os são-paulinos, que conquistaram o inédito título da Sul-Americana, colocando fim a um jejum de quatro anos.

Quentin Tarantino já descartou Kill Bill Vol. 3



Quentin Tarantino é conhecido por não medir muito suas palavras. Recentemente, ele disse que jamais dirigiria Star Wars: Episódio VII, por ser um projeto da Disney, e também revelou que pretende se aposentar em breve, principalmente se os filmes em película forem substituídos por gravações em digital.

Agora seu novo depoimento foi em relação a Kill Bill Vol. 3, projeto que ele mesmo tinha anunciado: "Eu não sei se algum dia existirá um Kill Bill Vol. 3. Provavelmente não". Como o diretor sempre discute abertamente e com entusiasmo seus futuros projetos, parece que uma terceira aventura de vingança e artes marciais foi descartada. Quando o diretor apresentou suas ideias para esta nova sequência de Kill Bill Vol. 1, ele disse que pretendia se focar na filha da personagem vivida por Vivica A. Fox.

Outra afirmação do cineasta diz respeito à franquia James Bond. Ele assumiu que tinha se oferecido para dirigir 007 - Cassino Royale, mas os produtores "perderam a oportunidade que tiveram". Ou seja, James Bond nunca mais... Por enquanto, Tarantino está mais ocupado com Django Livre, o faroeste com Jamie Foxx e Leonardo DiCaprio, que estreia dia 18 de janeiro de 2013. Ele chegou mesmo a sugerir que gostaria de produzir mais faroestes, depois da boa experiência com as filmagens. Quem sabe este será o novo caminho do cineasta...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Morre aos 104 anos o arquiteto Oscar Niemeyer




Maior nome da arquitetura brasileira, e um dos ícones da arquitetura mundial,  Oscar Niemeyer Soares morreu na noite desta quarta-feira (05), aos 104 anos, de insuficiência respitarória. Ele completaria 105 anos no próximo dia 15, e estava internado desde o dia 2 de novembro no Hospital Samaritano, na zona sul do Rio de Janeiro, a princípio para tratar de uma desidratação. Niemeyer permaneceu lúcido até terça-feira, e a família estava ao lado dele no momento da morte.

O corpo do arquiteto será velado no Palácio do Planalto, em Brasília. A presidente Dilma Rousseff ofereceu o palácio à família para o último adeus a Niemeyer.

Palácio do Planalto prédio a direita
Em maio deste ano, Niemeyer já havia sido internado outras duas vezes, no mesmo local, apresentando quadros de desidratação e pneumonia. Em abril, o arquiteto passou ainda 12 dias internado devido a uma infecção urinária.

Nascido em 15 de dezembro de 1907, Niemeyer formou-se como arquiteto e engenheiro na Escola Nacional de Belas Artes, em 1934. Logo depois, começou a trabalhar no escritório dos renomados arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão. Mesmo sem remuneração, o emprego serviu de trampolim para Niemeyer conquistar o respeito de figuras importantes.

Sempre idealista e inovador, ganhou nome pela sua ousadia e recebeu oportunidades para participar de grandes obras, como o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, construído entre 1942 e 1944. Neste local, construiu ainda a Igreja São Francisco de Assis, alvo de diversas críticas da Igreja Católica devido à forma incomum e a um mural pintado por Cândido Portinari. Seus traços abstratos não agradaram a entidade religiosa, que se negou a benzer a obra após sua finalização, em 1943. A arquidiocese só a consagrou 17 anos depois, em 1959.

Dois anos depois, o arquiteto, sempre politicamente engajado, ingressou no Partido Comunista Brasileiro, sendo o responsável pelo projeto da sede do Partido Comunista Francês, cinco anos depois. Projetou ainda o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, inaugurado no aniversário de 400 anos da cidade, em 1954. Para a mesma celebração, o arquiteto foi responsável pela construção do Edifício Copan, no centro da capital paulista.

sede das Nações Unidas, em Nova York

Diante da polêmica gerada pelo projeto da Igreja São Francisco de Assis, Niemeyer ganhou mais visibilidade e passou a receber convites para outras obras como a construção da sede das Nações Unidas, em Nova York e, em 1957, deu início ao projeto para o Plano Piloto de Brasília, futura capital do Brasil.


Brasilia
Brasília

Ao lado do companheiro Lúcio Costa e de Joaquim Cardozo, Niemeyer projetou os principais edifícios de Brasília, como o Congresso Nacional, os palácios do Itamaraty, do Planalto e da Alvorada, o Teatro Nacional e ainda a Catedral Metropolitana. Tudo realizado durante o mandato de Juscelino Kubitschek.



Palácios da Alvorada

Em 1964, após viajar para Israel a trabalho, Niemeyer volta para o Brasil e se depara com o início da ditadura no país. Em março daquele ano, o então presidente João Goulart foi deposto pelos militares, grupo contrário ao comunismo tão defendido pelo arquiteto. Tal posição política, desta forma, gerou inúmeros problemas para Niemeyer. A sede da revista Módulo, criada por ele em 1955, foi parcialmente destruída, seu escritório foi saqueado e seus projetos já não despertavam interesse em futuros clientes.

sede do Partido Comunista Francês
Sede do Partido Comunista Francês
Em 1966, proibido de trabalhar no Brasil, o arquiteto se muda para Paris, na França, onde dá início a uma nova fase em sua carreira. Fixado na capital francesa, Niemeyer projeta a sede do Partido Comunista Francês, a Universidade Mentouri de Constantine, na Argélia, e a Editora Mondadori, na Itália, além de outras obras espalhadas pelo continente europeu.

Com a abertura política no início da década de 80, Nieyemer retorna ao Brasil e, ao lado do seu amigo Darcy Ribeiro, vice de Leonel Brizola no governo do Rio de Janeiro, projeta os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública), e o Sambódromo da capital carioca. Em 1985 cria o Panteão da Pátria, em Brasília, e ainda o Memorial da América Latina, em São Paulo.


Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Depois disso, Niemeyer participa da construção do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, em 1991, aos 84 anos. Nos anos 2000 têm início a série de inaugurações de museus. Em 2002 foi criado o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Em 2006, um ano depois da inauguração do Auditório do Ibirapuera, são finalizados o Museu Nacional Honestino Guimarães e a Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola, o maior centro cultural do país.

Durante o governo de Aécio Neves, em 2010, Niemeyer concluiu um dos seus mais audaciosos projetos, a Cidade Administrativa de Minas Gerais, repleta de curvas e formas inovadoras, abrigando as Secretarias e os órgãos do Estado.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Microsoft revela capa de 'Gears of War: Judgement'


A Microsoft divulgou a capa de "Gears of War: Judgement", novo game da série de tiro do Xbox 360. A capa do game foi divulgada na página do Xbox no Facebook.

O novo título da série de tiro será lançado mundialmente, inclusive no Brasil, no dia 19 de março de 2013.

No país, a Microsoft confirmou que o game será legendado em português. O game foi revelado na feira Electronic Entertainment Expo (E3), realizada no início de junho. A história focará no esquadrão Kilo, liderado por Baird e Cole. O desenvolvimento do título é cargo da People Can Fly, de "Bulletstorm".